Total de visualizações de página

abril 28, 2011

Preparando-me para a audiência


Que dia difícil! Iniciou com o não despertar do relógio, que programei para tocar às 4h30 da madrugada, para levar minha mãe ao reumatogista, no centro da cidade, às 7. Porém, só consegui sai de casa com a minha mãe, a minha linda Ariel e meu gatão Max às 6.
Fiquei boa parte do dia no hospital, e quando fomos liberados, mais que depressa corri para casa de minha mãe, para deixá-la e também, os meninos. Voltei à minha casa, e fui me preparar para a “batalha”. Eu havia dormido mal à noite, estava com o rosto abatido de preocupação, tentando fingir que nada me abalaria, mas, minhas mãos tremiam muito, o coração parecia querer sair pela boca, a ansiedade me consumia. Mas, respirei profundamente, e pus-me a conversar com Deus e meus orientadores, pedi sabedoria, calma e forças para segurar tudo que viria à frente. Esqueci de pedir para lembrar de alguns detalhes que fariam toda a diferença.
Por que será que nesses momentos, as horas demoram tanto a passar? 
Quiz ligar para alguém, qualquer pessoa... o porteiro, testemunha que estava tentando localizar a mais de uma semana, em vão; quem saber ligar para a Hilda, que sempre me apoiou nesta situação, me conhecia o suficiente para entender o que eu estava sentindo, mas não. Ligar para minha mãe, ah, como eu precisava ouvir a sua voz..., mas não poderia deixá-la ainda mais preocupada... Bom, seja como Deus quiser, e que Ele me proteja e principalmente meus filhos.
Olhei mais uma vez o relógio – 14h, ele me mostrava, este era o momento tão esperado e temido, tão desesperado e injusto, quase três anos depois de muita tristeza, a vida dos meus filhos seria decidida por um juiz, que nunca nos viu nem ouviu, alguém completamente alheio a nossa realidade.
Sai de casa, liguei o carro, mais uma vez pedi a Deus o seu apoio e fui ao encontro do destino de nos três: eu, o Max e a Ariel.
Durante todo o percurso tentei não pensar no que estaria por vir, por mais que quisesse, seria impossível fugir.
Quando cheguei ao fórum, busquei o porteiro – quem sabe ele teria chegado? Não.
Vi uma mulher ao longe, parecia a Hilda, será que ela havia conseguido chegar antes de mim? Por instante senti um alívio por encontrar uma pessoa amiga... Mas não, não era ela.
Então, atravessei a porta de vidro do fórum, onde me identifiquei, e um guarda verificou a minha bolsa para ver se eu estava portando algum objeto perigoso, e logo me liberou. Ao longe, vi sentados num banco, a minha grande amiga Hilda, a inspetora Cida, tão falante e vivaz da escola, a quem eu tinha grande apreço, mas que hoje, seria uma testemunha de acusação, estaria contra mim e meus filhos, mas a pobre não tinha noção da gravidade, fora enredada por aqueles que se sentavam logo ao lado, no mesmo banco, a Brulca, falsa vítima, e uma acompanhante qualquer, e o “pai” – com o ar de pobre arrependido... Se eu não o conhecesse há tanto tempo e não tivesse visto o que eu vi, talvez, talvez sentisse pena... Acho que não, pois sua arrogância havia aumentado com sua idade.
Estávamos todos ali, a mocinha, os bandidos e uma platéia que não tinha noção alguma da importância de suas palavras e gestos. Eu aguardava o pior, ver o sofrimentos dos meus filhos sem poder intervir.


abril 27, 2011

Meu primeiro filho - 1ª parte


          Meu 1º filho, um menino que vou chamar de Max - nome que ele mesmo sugeriu, chegou à minha vida aos 30 anos de idade. De uma certa forma, ele salvou minha vida, deu-me forças para viver, trouxe consigo um motivo para eu continuar neste mundo, que já sabia ser injusto e cruel.

Ex-amor - 1ª parte

         Depois de um relacionamento longo, com o grande "ex-amor" da minha vida, o Antônio, que foi rompido por ele, depois de muito tempo de noivado com casa quase comprada, entre outras coisas, entrei num processo de depressão que durou muitos anos, onde passei a achar que a vida havia acabado para mim, e aquele dia em terminamos, até o momento, achei que fosse o mais triste de minha vida.

         Lembro-me de um sonho que tive tempos antes, que anunciava o final do nosso relacionamento:
         - Um cemitério surgia entre nós, num dos lugares que mais aproveitamos durante o tempo que estivemos juntos, a praia.

          Também, me lembro de ter nos questionado: 
            - Se tudo aquilo que sentimos e vivemos não era amor, então o que seria o amor???

          Mas, ainda sim, vivi um Conto de Fadas, me senti durante muitos anos a mulher mais amada e feliz do mundo. Conheci a paixão e sobretudo o amor...

            Descobri também, que o amor é uma linda ilusão, só! E que dias mais tristes chegariam.


Famílias diferentes

O tempo passou, o mundo mudou, o ser humano vive em constantes transformações.
As famílias estão diferentes, pais e filhos, filhos e avós, filhos e tios, mães e filhos, filhos sós...

E o valores familiares outrora esquecidos, necessitam ser resgatados, principalmente os que falam sobre limites, respeito entre as pessoas, honestidade e trabalho, ética e construção de caráter.

As famílias mudaram, as crianças estão conectadas a todo tipo de informações, rebeldes sem saber o porquê.

As mães de hoje, trabalham fora para, muitas vezes, garantirem sozinhas o sustento da família..., assumiram o papel de pai - provedor da casa, pagam as contas, cuidam e educam seus filhos para o mundo, incentivam-os e ainda precisam arranjar tempo para cuidar da casa e ser MULHER. Uffffffaaaa!!!

Os pais já não são os mesmos, alguns não são mais "machões", se tornaram mais sensíveis, o que é bom para a mulher e os filhos, outros fogem a responsabilidade, se escondem em meio aos vícios, tornando os filhos órfãos de pai de pai vivo, muitos sequer se lembram que tem filhos...

Não importa como seja a sua família, o que deve prevalecer é o amor, amizade, o respeito e a verdade entre seus membros.





Como começar???

          Bom, primeiro preciso explicar que todas as histórias aqui relatadas são verdadeiras, são histórias da minha vida, dos filhos, minha família, amigos e aqueles que não são amigos, mas que aparecem para mostrar quanta dor podemos suportar...
                Os nomes são fictícios, talvez até alguns lugares, e estas histórias não serão escritas na ordem em que ocorreram, e sim, de acordo com meu espírito e minhas lembranças.